Os 10 maiores jogadores de todos os tempos – Esporte na Rede



O Esporte na Rede resolveu fazer uma pesquisa sobre os 10 maiores jogadores de todos os tempos, levamos horas, dias estudando, pesquisando, avaliando pra chegarmos a um resultado final que agrade a maioria e seja realmente justo.

Antes de mais nada quero dizer que parte do que pesquisamos sobre os 10 maiores jogadores de todos os tempos foi na Wikipédia. E que antes de conferirem os dez maiores jogadores de todos os tempos, peço que confiram Ranking Brasileiro de Futebol – Esporte na Rede.

Pelé

Carreira

Pelé começou sua carreira no Santos FC, em 1956 e disputou sua primeira partida internacional com a Seleção Brasileira dez meses depois. Nos década de 1960, foi convidado para jogar fora do Brasil, na Europa, mas preferiu ficar no Santos.


Um fato que destacou a importância de Pelé no exterior foi quando de sua visita a África em 1969. No transcorrer da guerra civil na África, para que Pelé e o time do Santos FC transitassem em segurança entre Kinshasa e Brazzaville, as forças rivais declararam a interrupção das agressividades, chegando a ocorrer, numa região de fronteira, a transferência da delegação sob tutela de um exército para o outro. Este fato fez lembrar o sonho do Barão Pierre de Coubertin ao fazer renascer os Jogos Olímpicos no século XX. Pois era costume na Grécia Antiga a decretação de um armistício quando da realização dos jogos olímpicos da época.

Na década de 1980, namorou a então aspirante a modelo Xuxa, sendo considerado o principal responsável pela projeção inicial dela na mídia. O mesmo período em que foram lançadas filmagens de Xuxa em um filme erótico chamado Amor, Estranho Amor. O filme com cenas polêmicas de Xuxa teve a exibição embargada na Justiça Brasileira anos depois, por iniciativa da própria atriz, que se tornara famosa e rica na TV e brasileira atuando como apresentadora infantil.


Foi ministro dos Esportes do Brasil de 1995 a 1998. Nessa época aprovou mudanças na Lei Zico, que passou a ser conhecida como Lei Pelé. A legislação, muito criticada pelos dirigentes de clubes brasileiros, na verdade segue em linhas gerais as diretrizes internacionais da FIFA para contratação de jogadores.

Em 2000, na conturbada eleição de Melhor Jogador do Século da FIFA, Pelé foi aclamado como o melhor de todos os tempos, a frente do craque argentino Diego Maradona. Em 3 de março de 2004, junto a FIFA, Pelé elaborou uma lista contendo os cem melhores jogadores de futebol vivos, denominada FIFA 100. Em maio de 2005, Pelé ganhou espaço no noticiário por conta da prisão de seu filho Edson Cholbi Nascimento, o Edinho, autuado sob suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas.

Camisa 10

Depois de Pelé, a camisa 10 passou a ser vestida pelo melhor jogador do time, tanto no Brasil quanto no exterior. No time do Santos e no do Cosmos de Nova York, ele utilizava esse número por ser o meia-esquerda. Em sua estreia na Seleção Brasileira, Pelé atuou com a camisa de número 9, a camisa de número 10 ele só começou a utilizar a partir do Mundial de 1958, cuja distribuição da numeração se deu de forma aleatória por um membro da Fifa, posto que, a delegação brasileira havia deixado de fornecer aos organizadores daquele mundial a numeração dos atletas.

Gol de Placa

O termo “gol de placa” surgiu por conta de um gol marcado por Pelé no Torneio Rio-São Paulo. O jogo em que Pelé marcou o primeiro gol de placa da história ocorreu em um dia 5 de março na partida Fluminense 1 x 3 Santos, válido pelo Torneio Rio-São Paulo de 1961. O gol ocorreu aos 40 minutos do primeiro tempo e foi o segundo de Pelé no jogo (Pepe completou para os santistas e Jaburu descontou para o Fluminense).

Após driblar vários adversários vindo do meio de campo com a bola dominada, Pelé venceu o então goleiro Castilho fazendo com que o Maracanã e o jornalista Joelmir Beting explodissem em euforia. O jornalista, empolgado com o fantástico gol que havia visto, disse que tal gol merecia uma placa tamanha sua beleza. Assim, uma placa de bronze foi feita e colocada na entrada do Maracanã onde permanece até hoje. Desde então, todos os gols marcados com rara beleza são intitulados “gols de placa”.

Pelé Os 10 maiores jogadores de todos os tempos   Esporte na Rede

Cruyff

Habilidades

No final dos anos 1960, já demonstrava suas ideias revolucionárias. Deixou a todos no Ajax loucos não só ao impor as suas noções de táticas, como também a tomar a iniciativa de negociar seus termos salariais. As ideias ousadas de Cruijff combinaram-se com a igualmente ousada ambição de um professor de ginásticas para crianças surdas, Rinus Michels, quando eles se encontraram em 1965 no Ajax, onde Michels chegara para ser técnico. Michels planejava transformar o clube, uma equipe semi profissional que fazia jogos pelo leste de Amsterdã, em um time internacional de ponta – o que ele e Cruijff conseguiriam em seis anos.

Sua ficha em perfil dele publicado em edição especial da Placar sobre os cem melhores jogadores do século XX, dos quais ele foi eleito pela revista o terceiro, atrás só do vencedor Pelé e de Diego Maradona, era bem sincera no campo “posição”, onde estava escrito “todas, menos o gol”. Diferentemente do brasileiro e do argentino, Cruijff não era tão malabarista, se assemelhando mais ao estilo de um de seus ídolos, Alfredo Di Stéfano; seus trunfos concentravam-se na velocidade, intuição, inteligência e objetividade em campo, ditando um jogo de toques rápidos em que os jogadores não possuíam posições fixas, trocando-as constantemente, com exceção óbvia ao goleiro – que nem por isso deixava de ter a sua contribuição no “sistema”, cabendo a ele a função de iniciar os ataques. O chamado “futebol total” surgiu em volta de Cruijff, um jogador com fome de jogo, que, com fome de bola, ia atrás no campo para marcar o adversário e tirá-la dele, com todas as condições para isso: tinha um fôlego privilegiado, era magro, sendo exímio no controle de velocidade e já mentalizando que jogadas poderia fazer antes mesmo de receber a bola.

Não hesitava em orientar os companheiros: mesmo com a posse de bola, não parava de falar e ordenar o posicionamento dos colegas, controlando o ritmo e tática de sua equipe; tal como um maestro, conduzindo uma orquestra com constantes improvisações conforme a situação da partida; embora jogasse mais como um meia, parecia estar em todos os lugares, correndo pela ponta esquerda, caindo pelo meio, ordenando regulares trocas de posições. Frank Rijkaard, um de seus discípulos, afirmaria que Diego Maradona poderia ganhar um jogo sozinho, mas não tinha o talento de Cruijff para mudar a tática do time para vencer a partida. Individualmente, ele também inovava com seus chutes, dando impressões de que tinha quatro pernas; até então, poucos chutavam com o lado de fora do pé. Era capaz de dar “piques nos piques”, acelerando jogadas já bem aceleradas, deixando os adversários para trás. Capaz de giros em pequenos espaços, chutes longos certeiros, dribles fáceis, de ser bom cabeceador e artilheiro.
Por outro lado, sua personalidade quente e que não aceitava ordens, um possível resquício da perda prematura do pai, faria Michels contratar dois terapeutas para atender o garoto. Dentro de campo, entretanto, a parceria seria um sucesso.

Volta aos gramados

Fizera sua despedida em outubro de 1978, com a camisa do Ajax, em amistoso contra o clube que havia sido o sucessor imediato da equipe na hegemonia da Copa dos Campeões: o Bayern Munique, que conquistaria o troféu também três vezes seguidas após o último do Ajax. Os alemães venceriam por 8 x 0. Este acabaria, entretanto, sendo um final provisório: em virtude de investimentos desastrosos em criações de porcos, que o fariam perder milhões, Cruijff se viu forçado a voltar a jogar.

Escolheu o futebol dos Estados Unidos, onde poderia viver tranquilo no anonimato. Passaria dois anos nos EUA, onde defendeu primeiramente o Los Angeles Aztecs, onde foi novamente treinado por Michels; e depois o Washington Diplomats. Vestiria também a camisa do New York Cosmos em amistoso de exibição. Mesmo no futebol mais calmo da liga estadunidense, foi mal humorado, enlouquecendo colegas e outros técnicos; certa vez, após seu técnico no Diplomats ter feito a preleção, Cruijff simplesmente levantou-se, limpou o quadro-negro e disse: “é claro que faremos tudo diferente disso”. Um dos jogadores do Dips teria dito que o clube, ao contratar o neerlandês, deveria ter pago também por um estoque de algodão para que todos ali tivessem algo mais para tapar os ouvidos.

Voltou a se apaixonar pelo esporte, mas cansou-se dos EUA, onde, excluído do grupo no Diplomats, anunciara que se limitaria apenas a fazer gols (e os fez). Regressou brevemente à Espanha, onde vestiu novamente um manto azul e grená, mas não o do Barcelona e sim o do pequeno Levante, de Valência. Logo retornaria aos Países Baixos e ao Ajax. Enfrentou ceticismo não só por nunca ter sido uma unanimidade em casa (onde era acusado de “desbocado” e “dinheirista” – houve relatos de que ele cobrava para dar autógrafos), mas também pela idade de 34 anos e seu físico já alquebrado.

A resposta veio em sua reestreia, em que passou por dois zagueiros e encobriu o goleiro do Haarlem. O público lotava os estádios para o ver, acreditando que estava perto da aposentadoria, e as câmeras de TV muitas vezes não conseguiam seguir suas jogadas fulminantes. Em suas duas temporadas no retorno ao Ajax, seria campeão neerlandês (e na segunda, também campeão da Copa nacional), convivendo com os jovens Marco van Basten e Frank Rijkaard. A primeira vez em que Van Basten entrou em campo profissionalmente foi inclusive substituindo Cruijff na partida.

Também causou furor ao inventar a cobrança em dois lances de um pênalti: em outra partida, ao cobrar a penalidade, apenas tocou a bola para a frente, deslocando o goleiro enquanto um companheiro corria atrás da bola para repassar-lhe para que concluísse sem obstáculos para as redes. Outro lance foi de calcanhar: Cruijff avançava em direção ao gol e o goleiro adiantava-se para tentar bloquear-lhe; Cruijff então virou-se e passou a correr em direção ao próprio campo, sendo seguido pelo goleiro até perto do meio de campo, quando este então percebera que em algum momento Cruijff chutara para as redes sem interromper seu passo.

Depois de duas temporadas, porém, Cruijff foi despedido do clube depois do segundo título seguido no campeonato por se recusarem a lhe pagar o que queria, pois já o consideravam velho demais. Aos 36 anos, preparou sua vingança, firmando contrato com o rival Feyenoord. No time de Roterdã, jogando sua última temporada profissional, ele, convivendo agora com um jovem Ruud Gullit, ganharia pela terceira vez seguida a Eredivisie, quebrando um jejum de dez anos do novo clube – que venceria também a Copa dos Países Baixos.

Desde 1996, doze anos após sua aposentadoria, um troféu que leva seu nome seria criado pela Real Associação de Futebol dos Países Baixos, sendo entregue ao vencedor da partida entre os campeões do campeonato e da Copa nacionais.

Cruyff Os 10 maiores jogadores de todos os tempos   Esporte na Rede

Franz Beckenbauer

Cosmos e Hamburgo

O Cosmos já era famoso mundialmente por ter contratado ninguém menos que Pelé em 1975. O Kaiser superou o próprio Rei na eleição do melhor jogador nos Estados Unidos em seu primeiro ano no clube de Nova York (o único ano em que jogou ao lado de Pelé, que se aposentaria), sendo campeão. No mesmo ano em que aceitou o convite, por coincidência ou não, perderia lugar na Seleção: o técnico Helmut Schön o considerava velho e o avisou de antemão que não o incluiria entre os convocados para a Copa do Mundo de 1978.

Outros dois títulos nacionais com o Cosmos viriam em 1979 e 1980, com a equipe contando também com Johan Neeskens, Marinho Chagas e Romerito. Após o terceiro Soccer Bowl pelo Cosmos, Beckenbauer resolveu voltar à Alemanha Ocidental, visando participação na Copa do Mundo de 1982. Escolheu o Hamburgo, sucessor do Mönchengladbach como rival momentâneo do Bayern: o HSV fora campeão em 1979 sobre os muniquenses, e a ordem fora invertida no ano seguinte.

Em sua primeira temporada no Hamburgo, o clube foi novamente vice-campeão contra o Bayern, que somava o seu nono título alemão, tornando-se o maior vencedor do campeonato. Na segunda, que era a temporada justamente anterior à Copa, o Hamburgo levaria a melhor, com seu ex-clube ficando em terceiro. Entretanto, não convocado para o mundial da Espanha, Beckenbauer ficou desgostoso e resolveu voltar imediatamente ao Cosmos, aposentando-se lá no ano seguinte, 1983 – perdendo o bicampeonato do Hamburgo e o título que o clube teria no mesmo ano na Copa dos Campeões da UEFA.

Seleção alemã

Foi utilizado pela primeira vez nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1966, onde começou sua parceria sólida no meio campo da Seleção com Wolfgang Overath, do Colônia. A Alemanha Ocidental classificou-se no grupo que compunha com Suécia e Chipre.

Aos 21 anos, já era eleito um dos melhores de uma Copa do Mundo. Ele, que acabara de chegar à Seleção Alemã Ocidental, firmava-se rapidamente entre os titulares e seria vice-campeão da Copa do Mundo de 1966. Ao contrário dos volantes da época, que ficavam no desarme e na proteção à defesa, Beckenbauer mostrou logo no jogo inaugural um diferencial, ao partir de seu campo com a bola dominada para o ataque e marcando dois contra a Suíça. Marcou seu terceiro gol nas quartas de final, contra o Uruguai, e outro na semifinal, o segundo dos 2 x 1 sobre a União Soviética de Lev Yashin, em belíssimo chute de fora da área em que a bola entrou no ângulo esquerdo do lendário goleiro soviético, após dar a impressão de que sairia. Na final, coube a ele marcar o astro máximo do adversário, a anfitriã Inglaterra: Bobby Charlton. Os dois gênios acabariam então se anulando na decisão, que terminou com vitória britânica por 4 x 2.

Após a Alemanha Ocidental perder pela última vez um torneio importante, ao ser eliminada da Eurocopa 1968, o país foi à Copa do Mundo de 1970 com Beckenbauer já como capitão da Mannschaft, posto que ocuparia por dez anos. Protagonizaria no México uma das cenas antológicas em mundiais, ao participar no sacrifício na semifinal, contra a Itália, em que teve de jogar boa parte do jogo segurando o ombro direito, deslocado. A lesão ocorreu aos 25 minutos de jogo, onde levou uma trombada quando tentava entrar na área italiana; como as substituições permitidas (na época, duas) já haviam sido feitas, ele teve de imobilizar o ombro e voltar ao campo.

Acabaria em vão: os italianos venceriam por 4 x 3 e iriam à final. Antes, nas quartas de final, os alemães já haviam sentido o gosto de vingar-se dos rivais ingleses: reverteram uma derrota parcial de 0 x 2 e viraram a partida para 3 x 2, com o primeiro gol da reação sendo marcado pelo Kaiser, que havia inicialmente sido incumbido de marcar novamente Bobby Charlton, resolvendo deixar a vigilância sobre o inglês de lado após o segundo gol adversário. Vinte minutos depois, acertaria de fora da área no canto direito de Peter Bonetti. Os alemães-ocidentais terminariam a Copa obtendo a terceira colocação, para cujo jogo Beckenbauer foi poupado, devido à lesão no ombro.

O primeiro troféu do Kaiser viria dois anos depois, com o título da Eurocopa 1972 sobre a União Soviética. Naquele ano ele, campeão nacional com o Bayern, receberia sua primeira Bola de Ouro como melhor jogador da Europa. Dois anos depois, a Alemanha Ocidental sediaria a Copa. Na primeira fase do mundial de 1974, o país classificou-se sem sustos, com vitórias sobre Chile e Austrália. Perdeu quando podia: na última rodada, para a rival Alemanha Oriental, para a surpresa de muitos e, para outros, a acusação de que o resultado foi “permitido” para os anfitriões não enfrentarem o Brasil na fase de grupos seguinte (como seria disputada a segunda fase do torneio, ao invés de mata-matas).

Na segunda fase, vitórias sobre Iugoslávia e Suécia deixaram a vaga na final ser decidida diretamente contra outra rival, a Polônia. Em jogo duro, os germânicos venceram por 1 x 0 e enfrentariam na final a grande sensação, os Países Baixos de Cruijff, que haviam eliminado a Seleção Brasileira. Se na Alemanha Ocidental ninguém discutia sua liderança, a ponto de ele interferir na escalação da final – preferia o parceiro Overath ao herói da Euro 72, Günter Netzer, acusado de mercenário, o mundo aguardava seu tira teima com o craque neerlandês. A final terminaria em vitória de virada por 2 x 1 para os anfitriões, fazendo de Beckenbauer o primeiro jogador a erguer a Taça FIFA.

Dois anos depois, aos 30 anos, seria vice-campeão da Eurocopa 1976, perdida nos pênaltis para a Tchecoslováquia. No ano seguinte, quando foi jogar nos EUA, perderia seu espaço na Nationalelf e não voltaria mais.

Como treinador

Dez anos após seu último torneio pela Alemanha Ocidental, voltava à Seleção do país como técnico, substituindo Jupp Derwall. Em sua primeira experiência como treinador, foi logo vice-campeão da Copa do Mundo de 1986, mas seguiu-se um decepcionante terceiro lugar na Eurocopa 1988, disputada em casa. No mundial seguinte, a Seleção Alemã Ocidental reencontraria na final o adversário que a vencera em 1986, a Argentina, em uma luta entre ambas pelo tricampeonato mundial, o que igualaria uma das duas a Brasil e Itália. Dessa vez, a Alemanha Ocidental levou a melhor. Depois da Copa, Beckenbauer deixou o posto para seu ex-colega Berti Vogts.

A segunda experiência como treinador viria na França. Convidado pelo presidente do clube, aceitou a proposta para treinar o Olympique de Marseille após a Copa, mas não teve sucesso; o clube chegou à final da Copa dos Campeões da UEFA de 1990/91 já sem o Kaiser como treinador.

As outras oportunidades como técnico vieram com o Bayern Munique, duas vezes, acumulando já a função de presidente. Foi campeão alemão em 1993-94, assumindo o cargo no decorrer da temporada. Em 1996, na segunda passagem, despediu-se com um troféu, o da Copa da UEFA de 1996. Mantém-se como presidente do Bayern até hoje, tendo também assumido a superintendência do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2006, realizada na Alemanha.

Beckenbauer também é comentarista do caderno de esportes do jornal Bild.

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Zico

O início de sua carreira

Zico jogava num pequeno time de futebol de salão formado por amigos e familiares, o Juventude de Quintino, do bairro de Quintino Bocaiuva, na zona norte do Rio de Janeiro. Além do Juventude, ele passou a praticar o esporte conhecido hoje como futsal no Ríver Futebol Clube, tradicional clube da Piedade, onde um dos professores era Joaquim Pedro da Luz Filho, Seu Quinzinho. No Ríver, seu futebol ainda menino chamou a atenção.

Mas seu primeiro clube de futebol de campo foi o Flamengo, para onde se transferiu aos catorze anos de idade, quando em 1967 o radialista Celso Garcia, amigo da família, assistiu uma partida de Zico em um torneio no Ríver, onde jogava com a camisa do Santos,[3] em que o garoto marcou dez gols em vitória de 14 x 4 de seu time. Garcia o levou para a escolinha de futebol do clube.

A “Era Zico”

A partir de 1978, entretanto, o Flamengo ingressaria em um período áureo sob o comando em campo de Zico. Com um futebol quase perfeito, só possível de ser parado com violência, Zico conquistou um tricampeonato carioca, o terceiro do clube, nas edições daquele ano com as duas realizadas em 1979, mesmo ano em que o time conquistaria o prestigiado torneio amistoso Ramón de Carranza, com destaque para a vitória por 2 x 1, em que ele marcou um dos gols, sobre o Barcelona de Johan Neeskens, Allan Simonsen, Hans Krankl e Carles Rexach. Em 1979 ele também marcou seu 245º gol, em partida contra o Goytacaz, superando, ainda aos 26 anos, Dida como o maior artilheiro da história do Flamengo.

No ano seguinte, viria finalmente o inédito título no Campeonato Brasileiro. As finais foram contra o Atlético Mineiro de Reinaldo, Toninho Cerezo e Éder. Contundido, Zico não jogou a primeira partida, em que os alvinegros venceram, no Mineirão, por 1 x 0. Voltou ao time no jogo de volta, no Maracanã, tendo dado passe para o primeiro gol e marcando o segundo do Flamengo na vitória por 3 x 2 que lhe deram pela primeira vez às suas mãos a taça de campeão nacional, compensando a decepção no Carioca, onde Zico vê os rivais Vasco e Fluminense decidirem o título. Ainda em 1980, Zico conquistaria com o Flamengo outros dois torneios amistosos europeus: o Torneio Astúrias e Algarve, com vitórias sobre Real Sociedad e Spartak Sófia; e um bi no Ramón de Carranza, passando por Dínamo Tbilisi e Real Betis.

Com o título nacional, o clube credenciou-se pela primeira vez para disputar a Taça Libertadores da América. Na fase de grupos, o Flamengo teve que novamente superar o Atlético, em partida desempate marcada pela expulsão de cinco jogadores do adversário, o que deu a vitória aos rubro negros após apenas dez minutos de jogo. O time chegou à decisão, onde enfrentaria os chilenos do Cobreloa. Zico marcou os dois gols na vitória por 2 x 1 na partida de ida, no Maracanã. A de volta, no Chile, foi marcada pela enorme violência dos rivais, especialmente de seu zagueiro Mario Soto, que agrediu com um anel afiado os flamenguistas Andrade e Lico. Os chilenos venceram por 1 x 0 e, pelo regulamento da época, o troféu seria decidido em campo neutro, que foi em Montevidéu, no Estádio Centenário. Zico novamente marcou os dois gols da vitória, dessa vez de 2 x 0, o segundo deles, a dez minutos do fim, em uma de suas mais inesquecíveis cobranças de falta.

O título continental foi seguido por mais um Carioca, sobre os rivais do Vasco, em partida dedicada ao técnico Cláudio Coutinho, falecido antes do primeiro jogo da decisão. O Campeonato Carioca já havia reservado a alegria de ter imposto uma goleada de 6 x 0 sobre o Botafogo, devolvendo uma derrota de nove anos antes que ainda ressoava entre as duas torcidas. O ano mágico de 1981 terminava da melhor forma possível: da decisão estadual, o time foi para Tóquio enfrentar os britânicos do Liverpool no Mundial Interclubes.

A equipe inglesa era amplamente favorita: nos últimos oito anos, havia conquistado cinco vezes o campeonato inglês, uma Copa da UEFA e três Copa dos Campeões da UEFA, possuindo um elenco de respeitados jogadores das Seleções Inglesa e Escocesa, que não deixaram de fitar com superioridade os brasileiros no vestiário, antes da partida. O título mundial, que até então só havia vindo ao Brasil por meio do Santos de Pelé, foi conquistado após exibição primorosa do Flamengo, que venceu por 3 x 0. Os três gols, marcados todos ainda no primeiro tempo, saíram de jogadas de Zico: no primeiro e no terceiro, por assistência direta a Nunes e, no segundo, marcado por Adílio, após cobrança de falta do Galinho rebatida pelo goleiro adversário Bruce Grobbelaar.

Eleito o melhor em campo mesmo sem ter marcado, recebeu como premiação individual um cobiçado carro esporte da patrocinadora da partida, a Toyota, juntamente com Nunes; ambos demonstrariam a grande união do grupo, vendendo os veículos e dividindo igualmente o dinheiro entre os jogadores. Ainda antes da partida, ao ser indagado sobre o favoritismo dos britânicos, teria dito: “eles são favoritos sim, mas para o segundo lugar, o que é até muito honroso”. Durante ela, desesperado, o goleiro Grobbelaar gritava ao zagueiro e capitão Phil Thompson: “Joga o Zico para longe, Thompson, joga o Zico para longe, em nome de Deus!”. Após, o técnico adversário, Bob Paisley, declarou: “Vocês jogam um jogo que desconhecemos. Vocês dançam, isso devia ser proibido”.

A Era de Ouro no Flamengo prosseguiu no ano seguinte, em que o clube conquistou o único título que faltara em 1981, o Campeonato Brasileiro, em campanha destacada por vitórias fora de casa, mais uma resposta às críticas de que o time (e Zico) só jogavam bem no Maracanã:[16] dois 4 x 3, sobre Náutico e São Paulo; dois 3 x 2 sobre o Internacional e Guarani – nesta partida, Zico marcou os três gols da vitória contra o time de Careca e Jorge Mendonça. Para completar, A taça também foi conquistada fora de casa, contra o Grêmio, em vitória por 1 x 0 com nova assistência de Zico a Nunes. O Galinho já havia sido herói no primeiro jogo da decisão, marcando um gol de trivela no canto esquerdo de Émerson Leão, empatando uma partida em casa que já estava acabando.

O segundo semestre de 1982 já não é tão bom: voltando de dolorosa eliminação na Copa do Mundo, Zico perde os dois torneios que disputa com o Flamengo. Na Taça Libertadores da América, o Flamengo, como campeão, entra na disputa já na segunda fase do torneio, em um grupo de três times que apontará um dos finalistas. O clube vence os dois duelos contra o River Plate e vai à última rodada precisando vencer o Peñarol em casa para forçar um jogo extra – os uruguaios haviam vencido em Montevidéu. No entanto, é o adversário quem vence, em pleno Maracanã – a final, curiosamente, seria novamente contra o Cobreloa. Já o Campeonato Carioca é perdido para o Vasco.

No primeiro semestre de 1983, o Flamengo é eliminado na primeira fase da Libertadores no grupo que dividia com o Grêmio (que fica com a única vaga) e os bolivianos Bolívar e Blooming. Paralelamente, porém, o time igualava-se aos gaúchos do Internacional como maior vencedor do Brasileirão, conquistando seu terceiro título. O sabor foi mais especial por ter eliminado no caminho o Vasco, nas quartas de final, com Zico marcando o gol do empate (que garantia a classificação flamenguista) aos 44 minutos do segundo tempo. As finais foram contra o Santos. Os paulistas, que aspiravam a seu primeiro título no torneio, haviam vencido o jogo de ida por 2 x 1.

Na volta, jogando machucado, Zico ruiu o sonho santista ao marcar antes do primeiro minuto, em partida terminada em vitória rubro negra por 3 x 0. Zico ergueu a taça consciente de que seria sua até então última partida pelo Flamengo: embora ainda não divulgada a transferência, o Galinho já sabia se sua venda para a equipe italiana da Udinese, em transferência já acertada um mês antes da decisão e mantida em sigilo para eventuais protestos da torcida não atrapalharem a caminhada rumo ao título.

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Zinédine Zidane

Carreira

Início, Cannes e Bordeaux

Zidane e um descendente de argelinos vivendo do sul da França, Zidane iniciou sua carreira nas categorias de base do Saint-Henri, equipe inexpressiva que disputava campeonatos locais. Apenas uma temporada depois, acabou sendo levado ao não maior Septèmes-les-Vallons, aonde permaneceu durante quatro anos. Sua grande habilidade vinha chamando a atenção de grandes equipes da Europa, até finalmente ser levado para um delas. Não para o clube do coração – o Olympique Marselha, de sua cidade natal -, e sim o Cannes. Foi para passar uma estadia de seis semanas de treinamentos, mas nunca retornou ao Septèmes-les-Vallons.

Apenas uma temporada após sua chegada aos Dragons Rouges, fazia sua estreia como profissional em maio de 1989, contra o Nantes de Marcel Desailly e Didier Deschamps, mais tarde seus companheiros na seleção. Seu primeiro tento como profissional demorou para acontecer, saindo apenas em 8 de fevereiro de 1991, o que lhe rendeu um carro vermelho – presente de Alain Pedretti, presidente do Cannes na época. Embora tivesse a má fama de jogar mal quando o Cannes mais precisava dele e de terminar rebaixado da Ligue 1 na temporada 1991/92, foi, depois dela, vendido ao Bordeaux, que pagou sete milhões de euros por seu passe.

No Bordeaux, conquistou seu primeiro título como profissional: a extinta Copa Intertoto da UEFA. Como jogador do clube, debutou em 1994 pela Seleção Francesa, mas só veio a ter maior projeção internacional em sua quarta temporada nos girondins: o clube, que não vivia sua melhor época, chegou à final da Copa da UEFA de 1996, deixando pelo caminho equipes como o Milan (que duas temporadas antes, fora campeão europeu do principal título do continente). Os franceses perderam o título para o Bayern Munique de Jürgen Klinsmann, Lothar Matthäus e Jean-Pierre Papin, mas a campanha rendeu ao jovem Zidane uma transferência para a tradicional Juventus.

Curiosamente, antes de sua transferência para a equipe da Juventus de Turim, o então treinador do Blackburn Rovers na época, Ray Harford, demonstrava grande interesse na contratação de Zidane e seu companheiro de equipe, o também francês Christophe Dugarry. Porém, o presidente da equipe na época, Jack Walker, teria respondido: “Por que você deseja contratar Zidane quando temos Tim Sherwood?”, em alusão a um ídolo local na época. Outro fato curioso foi o interesse de Alex Ferguson, que na época já treinava o Manchester United, e acompanhou a evolução de Zidane por algum tempo chegando mesmo a cogitar uma transferência do francês, na época ainda garoto do Bordeaux, para o Manchester United, porém devido a incertezas se haveria adaptação ao estilo de jogo do clube inglês, o técnico escocês acabou desistindo da sua contratação.

Seleção Francesa

Sendo descendente de argelinos, Zidane teve chances de defender a Argélia, porém, segundo boatos na época, Abdelhamid Kermali, o considerava lento demais, por isso nunca o convocou. No entanto, Zidane negou anos mais tarde numa entrevista que isso tenha acontecido, dizendo que ele não poderia defender a Argélia, pois já defendia a França. Sua estreia nos Bleus aconteceu contra a República Tcheca. Entrando aos dezoito minutos do segundo tempo, marcou os dois tentos do empate.

Conquistou a posição de titular dos Bleus após a suspensão de Éric Cantona, que havia agredido um torcedor do Crystal Palace durante uma partida contra o mesmo. Já em sua primeira competição oficial, a Eurocopa 1996, foi às semifinais, mas apagado. O torneio foi disputado em um período em que Zizou passou quinze partidas e mais de um ano sem marcar gols pela França. Na época, oscilava com belas apresentações na Juventus e performances fracas pela seleção: nas trinta partidas que fez pelo seu país antes da Copa do Mundo de 1998, para a qual estava automaticamente garantida como país-sede, foi substituído em dez e começou no banco em outras seis.

Ainda assim, desafiou os críticos ao anunciar, pouco antes da estreia do mundial: “Eu vou ganhar essa Copa!”. Nesse período, realizou-se também o Torneio da França, competição amistosa preparatória para a Copa. Os franceses perderam em casa para a rival Inglaterra e apenas empataram contra Brasil e Itália. A Copa chegou e, assim como vinha até então, Zidane foi irregular na maior parte do torneio: após uma estreia razoável, diante da África do Sul, complicou a sua “profecia” ao, desnecessariamente, pisar em um adversário da Arábia Saudita e ser expulso. O lance lhe valeu dois jogos de suspensão.

Não jogou mal nas quartas de final, quando esteve de volta, e nas semifinais, mas ainda assim atuou menos do que se esperava dele. Foi justamente na decisão, contra o Brasil, então detentor do título, que veio a sua redenção: aproveitando-se de duas cobranças de escanteio no primeiro tempo, fez uma de suas mais perfeitas exibições e marcou dois gols de cabeça, justamente um de seus pontos fracos, praticamente definindo o inédito título francês ainda na primeira etapa.

A partida terminaria com vitória anfitriã por 3 x 0 (Emmanuel Petit marcou o terceiro, já nos descontos do segundo tempo), no que foi a maior derrota brasileira em Copas e, mais do que isso, o inédito título da desacreditada França. Se a atuação na decisão não lhe valeu o prêmio de melhor jogador da Copa (em que ficou atrás do brasileiro Ronaldo), seu papel decisivo foi reconhecido pela FIFA e pela France Football, que lhe entregaram ao final do ano seus respectivos prêmios concedidos ao melhor jogador.

Pela França, a conquista da Copa foi seguida de um tortuoso caminho rumo à Eurocopa 2000. Por pouco os campeões do mundo não ficaram de fora do torneio continental: conseguiram a única vaga do grupo beneficiando-se de um inesperado empate na última rodada dos então líderes, Rússia e Ucrânia, em Moscou, ultrapassados em respectivamente dois e um ponto pela vitória francesa sobre a Islândia. Zidane voltava a oscilar, marcando apenas uma vez nas eliminatórias, e diante da fraca Armênia. Marcou 3 vezes nas 15 partidas que se seguiram à vitória contra o Brasil.

Mas na Euro, os Bleus souberam impor-se, perdendo quando podiam: para os anfitriões Países Baixos – partida esta em que ele não jogou -, na última rodada da primeira fase, após terem vencido Dinamarca e República Tcheca. Na fase final, ele novamente despertou, marcando nas vitórias por 2 x 1 sobre a Espanha e Portugal (contra os lusitanos, um gol de ouro a três minutos do fim da prorrogação). A conquista da Euro veio após dramática final contra a Itália, que vencia até os 49 minutos do segundo tempo, quando a França igualou. Posteriormente, venceria com gol de ouro no tempo extra.

Sendo o maestro do segundo título francês na Euro (o que ainda repetia um feito da Alemanha Ocidental, que também conquistara seguidamente Copa e Eurocopa), Zidane seria eleito ao final daquele ano 2000 o melhor jogador do mundo pela FIFA, pela segunda vez. A conquista também sedimentou a França como primeira colocada no ranking de melhor seleção do mundo, pela mesma entidade. No ano seguinte, os Bleus, mesmo sem algumas de suas maiores estrelas (o que incluía Zidane), venceriam também a Copa das Confederações de 2001. Por tudo isso, com um time mais experiente e ainda melhor do que o campeão mundial de 1998, a França chegou à Copa do Mundo de 2002 como a grande favorita.

Cinco dias antes do torneio, em amistoso contra a anfitriã Coreia do Sul, o maior astro dos campeões sofreu um estiramento na coxa. A lesão o impossibilitou de jogar a estreia e a segunda partida. Sem ele, os franceses obtiveram dois resultados ruins – derrota por 0 x 1 para o surpreendente Senegal e empate sem gols contra o Uruguai. Para se classificarem, precisavam vencer por dois gols de diferença a Dinamarca, algo possível nos melhores dias da equipe – que, de fato, batera o mesmo adversário por 3 x 0, dois anos antes, na vitoriosa Eurocopa 2000.

Ainda em condições precárias de jogo, Zidane foi jogar no sacrifício contra os nórdicos. Pouco pôde fazer: intranquilos, os Bleus perderam boas chances de gol e foram batidos no contra-ataque. O jogo terminou com dois gols de diferença, mas um 0 x 2 favorável aos dinamarqueses. Ainda assim, ele foi avaliado como o melhor francês em campo naquele dia, mas foi pouco para evitar o vexame de pior campanha de um detentor do título: os franceses saíram da Ásia sem ter sequer marcado gols.

No ano seguinte, a Seleção Francesa recuperou-se um pouco ao novamente vencer a Copa das Confederações, novamente sem ele. Paralelamente, a equipe se classificou sem maiores dificuldades para a Eurocopa 2004, com dez pontos de vantagem sobre o segundo colocado e 100% de aproveitamento. Zizou fazia um bom torneio até as quartas de final; na primeira fase, marcou, nos acréscimos, os dois gols da vitória de virada sobre a rival Inglaterra e outro em um 3 x 1 sobre a Suíça. A campanha terminou decepcionante, todavia, pela precoce eliminação no primeiro mata-mata, em derrota inesperada para a Grécia, futura campeã.

O revés na Euro seria a última partida de Zidane pela França e de outros membros da geração dourada francesa, como Lilian Thuram, Claude Makélélé, Bixente Lizarazu e Marcel Desailly. Pouco mais de um ano depois, Zizou reviu sua posição, declarando-se disposto a voltar e atribuindo a decisão a uma conversa com o irmão (embora tenha chegado a divulgar-se que ele teria sido aconselhado por uma estranha voz em uma madrugada). Sua volta, como capitão, juntamente com os retornos também de Thuram e Makélélé, foi providencial: os franceses estavam ameaçados de não se classificar para a Copa do Mundo de 2006. Com eles de volta nas quatro rodadas que restavam, porém, a vaga veio com três vitórias e um empate que deixou a França como líder de seu grupo – a reação é notada pelo fato de que ela ficou a apenas três pontos da quarta colocada, a Irlanda. Posteriormente, em amistoso preparatório contra o México, Zidane realizou sua centésima partida pela seleção, sendo o quarto a atingir tal marca, após Marcel Desailly, Didier Deschamps e Lilian Thuram.

Na primeira fase da Copa, porém, ele, após aposentar-se ao fim de uma temporada fraca pelo Real Madrid, comportou-se como um jogador comum e a França obteve resultados desanimadores, empatando os dois primeiros jogos e marcando apenas um gol até então. Precisou-se vencer o Togo, do qual ele esteve suspenso pelo acúmulo de cartões amarelos, para garantir-se a vaga nas oitavas. E no mata-mata, os franceses recuperaram: jogando bem, venceram de virada por 3 x 1 a favorita Espanha, com ele demonstrando sua velha classe ao definir a vitória gaulesa ao marcar o terceiro gol aos 46 minutos do segundo tempo.

Por causa do desempenho irregular, todavia, a França chegou às quartas como uma incógnita. O jogo seria um reencontro contra o Brasil em mundiais, oito anos após a final de 1998. Contra os canarinhos, Zidane realizou uma de suas melhores partidas, demonstrando toda a sua criatividade durante o jogo, o que incluiu um drible de chapéu sobre o ex-colega de Real Madrid, Ronaldo, e a assistência de falta no único gol da partida (de Thierry Henry). Ressurgido, terminou eleito o melhor em campo.

Nas semifinais, marcou, de pênalti, o gol de pênalti da vitória sobre Portugal e, antes mesmo de disputar sua segunda final de Copa, foi eleito o melhor jogador do torneio. Já na final, Zidane marcou novamente de pênalti, se tornando apenas o quarto jogador na história a marcar em duas finais (os outros foram Vavá, Pelé e Paul Breitner). Cobrou de “cavadinha”, no estilo introduzido pelo tcheco Antonín Panenka. Os italianos empataram doze minutos depois, com Marco Materazzi.

A partida seguiu empatada, sem muitos chances de perigo, até o fim do tempo normal. Aos 13 minutos do primeiro tempo da prorrogação, Zidane esteve muito perto de recolocar a França à frente e talvez marcar o gol do título: girou, serviu Willy Sagnol na direita e foi para a área, cabeceando a bola após cruzamento preciso do lateral. Porém, a grande chance foi espalmada por Gianluigi Buffon. Minutos depois, já aos 5 minutos do segundo tempo da prorrogação, ocorreria o polêmico lance que manchou a sua despedida: após ouvir insultos verbais de Materazzi, reagiu com uma cabeçada no tórax do adversário.

Sua última imagem em campo foi simbólica: desceu aos vestiários passando ao lado da taça, que ficaria com a Itália após os azzurri ganharem nos pênaltis o torneio. Ainda assim, Zidane foi bastante celebrado na volta à França, com o seu presidente Jacques Chirac declarando que “gostaria de expressar a minha estima a esse homem, que encarnou todos os valores mais belos do esporte e que honrou o país”.

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Gerd Muller

Anos de ouro no Bayern

O Bayern começava sua transição de sair da posição de equipe média do cenário nacional. Nos dois anos seguintes, Müller continuou com seu faro de gol (na primeira delas, foi novamente o artilheiro com incríveis 38 gols, o que o fez receber sua primeira chuteira de ouro como maior goleador do continente na temporada; ganharia também a Bola de Ouro como melhor jogador europeu), mas o título nacional ficaria com o Borussia Mönchengladbach, com quem o Bayern passara a ter rivalidade momentânea, deixando o 1860 de lado.

A Bundesliga voltaria a ser conquistada em 1973, prolongando-se em um tricampeonato seguido, com todos eles celebrados conjuntamente com a artilharia de Müller no torneio: no primeiro, quebrou a marca que já era sua e fez 40, recebendo nova chuteira de ouro. Na segunda e terceira, 36 e 30, respectivamente. Os dois últimos títulos foram comemorados juntamente também com duas conquistas seguidas na Copa dos Campeões da UEFA, o mais importante torneio interclubes europeu, que clube alemão algum havia conquistado. Como não poderia deixar de ser, foi artilheiro também das competições continentais (12 e 8 gols).

Na primeiro conquista, passou em branco na final, e o título quase ficou com o Atlético de Madrid: os espanhóis marcaram a seis minutos do fim da prorrogação, até que o lateral Hans-Georg Schwarzenbeck empatou a segundos do fim, forçando um jogo desempate. Dessa vez, seria fácil para der Bomber, que marcou duas vezes na goleada por 4 x 0 sobre um adversário abatido. O primeiro deles é apontado pelo próprio como mais bonito da carreira: dominou a bola com o pé após um cruzamento e afundou a bola nas redes, sem ângulo, para o delírio do colega Uli Hoeneß, que caiu para trás, maravilhado. No segundo, encobriu o goleiro Miguel Reina.[1] Semanas depois, ele, Beckenbauer, Maier, Schwarzenbeck, Hoeneß e Paul Breitner venceriam a Copa do Mundo de 1974 como titulares da Alemanha Ocidental. Daí vinha a relação que perdura até os dias atuais entre os grandes jogadores da Seleção Alemã e o Bayern.

A temporada 1974/1975 viu pela primeira vez em três anos a artilharia da Bundes ficar com outro jogador, Jupp Heynckes, e o título ficar com outra equipe – o Mönchengladbach, time de Heynckes. O novo rival responderia ao Bayern aplicando também um tricampeonato alemão. Os dois primeiros anos de jejum em casa não foram muito sentidos: os muniquenses encerravam seu tricampeonato continental, com vitórias de 2 x 0 (com o segundo gol sendo dele, saindo atrás do marcador Paul Madeley em velocidade e completando um cruzamento rasteiro) e 1 x 0 nas final sobre, respectivamente, Leeds United e Saint-Étienne. O Bayern tornava-se, ao lado do Ajax, o segundo maior vencedor da Copa dos Campeões até então, atrás apenas dos seis títulos do Real Madrid do lendário Alfredo di Stéfano.
Nas Copas Intercontinentais, o clube só disputaria na última a que tinha direito: nas anteriores, preferiu não jogar, dando seu lugar na primeira ao Atlético (que terminaria campeão) e, na segunda, não acertando datas com o campeão da Taça Libertadores da América, o Independiente – a mesma equipe que se recusara a enfrentar no ano anterior. Em 1976, o clube aceitou jogar contra o Cruzeiro, que tinha dois celebrados campeões mundiais em 1970 no elenco: Jairzinho e Piazza. Müller marcou o seu na vitória por 2 x 0 (ambos os tentos nos últimos dez minutos do jogo) na primeira partida, em Munique. A taça ficou com o Bayern após a equipe segurar empate sem gols na partida de volta, no Mineirão.

Aposentadoria

Após a terceira Copa dos Campeões, entretanto, o Bayern começou a entrar em má fase, chegando a figurar na zona de rebaixamento. Müller ainda vinha fazendo bastantes gols: apenas em jogos oficias, fez 30 (em 43 jogos) em 1975, 35 (em 35) em 1976, 48 (em 37) em 1977 e 37 (em 48) em 1978, ano em que voltou a ser artilheiro da Bundes (onde fez 24). Já com 34 anos e sem espaço na Seleção, deixou o clube em 1979 após entrar em atrito com o técnico Pál Csernai, jogando naquele ano apenas 21 vezes pelo Bayern, marcando 13 gols.

Após recusar proposta do Barcelona, foi para o futebol dos Estados Unidos, onde muitas estrelas mundiais foram jogar à beira da aposentadoria – entre elas, Pelé, George Best, Teófilo Cubillas, Johan Cruijff, Johan Neeskens, Carlos Alberto Torres, Gordon Banks, Bobby Moore e seu amigo Beckenbauer. Müller foi contratado pelo Fort Lauderdale Strikers, chegando a atuar ao lado de Best e Cubillas, e posteriormente Elías Figueroa, mas não conquistou títulos.

Passou por uma fase difícil após deixar o futebol, em 1982, aos 37 anos. Montou um bar na Flórida, onde já vinha morando por jogar no Fort Lauderdale, mas, afundado na bebida, costumava ele mesmo consumir o estoque. O alcoolismo o faria perder todo o dinheiro e a mulher. Em 1991, com o fígado possuindo 2400 unidades de medida em um teste Gamma GT (quando um saudável possui entre 10 e 70), foi internado em uma clínica de reabilitação, com as despesas pagas por Franz Beckenbauer, agora um vitorioso técnico da Alemanha Ocidental. Müller retribuiu a ajuda do amigo (que o indicou para treinar as divisões de base do Bayern, onde está até hoje) e não bebe mais.

Seleção

Estreou pela Alemanha Ocidental em 1966, no primeiro jogo do país após a perda da Copa do Mundo daquele ano, em partida contra a Turquia. Marcou pela primeira, segunda, terceira e quarta vez em seu segundo jogo, em abril de 1967, em um 6 x 0 sobre a Albânia. A partida era válida pelas Eliminatórias para a Eurocopa 1968 e a mesma Albânia acabaria responsável pela eliminação dos germânicos, na última ocasião em que a Mannschaft ficaria de fora de um torneio importante da FIFA.

Voltou a marcar quatro gols em uma mesma partida em um 12 x 0 sobre o Chipre, em partida já válida pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1970. Seria o herói da classificação, anotando em todos os jogos da campanha e terminando como artilheiro da fase de qualificação, com 9 gols.

Na temporada 1971/72 já havia recebido a chuteira de ouro pela segunda vez, após marcar seus até hoje imbatíveis 40 gols no campeonato alemão, do qual foi campeão com o Bayern. Ela acabaria ainda melhor: na Eurocopa 1972, a Alemanha Ocidental, que participava pela primeira vez da fase final do torneio, Müller marcou quatro vezes nela: duas na semifinal, contra a Seleção Belga, e duas nos 3 x 0 sobre a União Soviética, na decisão.

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Romário

Romário e os mais de 1000 gols

Romário é o segundo maior artilheiro do futebol mundial, superado apenas por Pelé. Ele também é o terceiro maior artilheiro com a camisa da Seleção Brasileira, atrás de Pelé e Ronaldo. Porém, sua média de gols pela Seleção supera os dois.

Segundo pesquisa da Revista Placar, Romário é o jogador com maior número de gols em jogos oficiais da história do futebol, superando o próprio Pelé. Isto se deve ao fato de Pelé ter feito muitos gols nas excursões do Santos mundo afora pelos anos 1960, além do número muito menor de jogos oficiais no calendário futebolístico da época. A mesma publicação, todavia, questionou a marca do milésimo gol; quando o Baixinho somava, de acordo com as próprias contas, 955 gols, a Placar mostrou um levantamento questionando a validade de 101 deles – dentre os quais, partidas pelos juvenis do Olaria e do Vasco, jogos festivos que contaram com jogadores aposentados ou não-profissionais e até em partidas pelo PSV Eindhoven não-registradas pelo próprio clube. De acordo com a revista, uma contagem mais séria ainda o deixava, naquele momento, com 854.

A polêmica em torno do milésimo prosseguiria com o Projeto Romário 1000 Gols, pelo qual o Vasco transformara jogos treino em amistosos, gerando crítica de setores da imprensa e de ex-jogadores; Roberto Dinamite, Cláudio Adão e Dario mostraram-se contra as medidas do Vasco, afirmando que também teriam feito mais de mil gols se seus jogos treinos e partidas de categorias infantis também fossem contabilizadas. Romário retrucou: “Pelé já marcou gol contra o Exército, bateu pênalti de terno e gravata quando Wembley foi demolido e valeu. Por que não posso contar meus gols contra times de segunda e terceira divisão?”. A FIFA, entidade máxima do futebol, reconhece o milésimo gol de Romário.

Oficialmente, o milésimo gol da carreira de Romário aconteceu no dia 20 de maio de 2007. O gol foi marcado em um jogo do Vasco, sob comando do técnico Celso Roth, contra o Sport, no estádio de São Januário. O jogo foi válido pela 2a rodada do Campeonato Brasileiro de 2007. O gol foi de pênalti: após o cruzamento de Thiago Maciel, o zagueiro Durval cortou a bola com a mão e o árbitro Giuliano Bozzano assinalou a penalidade máxima. Magrão sofreu o gol. Romário foi homenageado pelo Vasco após o milésimo com a inauguração de sua estátua em São Januário atrás das balizas onde o milésimo foi marcado, além da imortalização de sua camisa 11 no clube.

Recentemente, Romário voltou a campo no último domingo de junho de 2008. O ex-atacante participou de um jogo festivo nas Ilhas Cayman (Grand Cayman) pela Seleção do Resto do Mundo, contra a seleção local. A partida foi para celebrar o encerramento da carreira do melhor jogador das Ilhas, Lee Ramoon, que jogou 25 anos pela seleção do país. Romário, aos 27 minutos da etapa final, cobrando pênalti sofrido pelo jamaicano Kevin “Pelé” Wilson, fez 2 a 1 para os visitantes, contabilizando 1003 gols. A Globo também achou em 2007 três gols que não foram contados na carreira do baixinho. Um pela seleção do tetra de 1994 (um amistoso no qual reuniu craques do torneio, como Bebeto) e outros dois de jogos que o Vasco da Gama havia feito ainda antes de Romário ir para a Europa, nos anos 1980. Logo, se forem contados esses três gols, a sua conta chega a 1006.

Além dos gramados

Filho de Edevair de Souza Faria e Manuela Ladislau Faria, Romário, casado três vezes na vida, tem seis filhos, com quatro diferentes mulheres. Com a primeira esposa, Mônica Santoro, teve Moniquinha e Romarinho. Separado de Mônica devido a suas aventuras extraconjugais, Romário depois casou-se com Danielle Favatto, com quem teve Daniellinha. Danielle separou-se dele após a descoberta de que Romário tivera relacionamento extraconjugal com a atriz Edna Velho, com quem teve Raphael. Sua terceira esposa foi Isabelle Bittencourt, com quem teve Isabellinha e Ivy.

Ele chegou a criar o Café do Gol, que não deu certo em duas tentativas – na primeira, como casa noturna e, na segunda, como bingo. Ambas duraram dois anos cada. Posteriormente, a empresa responsável pelas obras processaria Romário, alegando falta de pagamento. Romário defendeu-se afirmando que o débito teria se extinguido em decisão judicial de 2005. Outras dívidas chegaram a colocá-lo uma noite na cadeia, em 2009, quando atrasou o pagamento da pensão dos filhos que tem com Mônica Santoro.

Ele posteriormente entraria com um processo contra a ex-esposa, sustentando que as pensões vinham sendo desviadas para familiares de Mônica, que teriam inclusive adquirido imóveis com o dinheiro. Romário já teve, anteriormente, de prestar depoimento em delegacia por conta de um desses parentes, seu ex-cunhado, que apresentara Romarinho para o traficante Bem-Te-Vi, descrito como um herói para o garoto. Na época, garantira que desconhecia o que se passava; de fato, Romário resistia aos inúmeros convites do próprio Bem-Te-Vi para jogos na Rocinha, consciente de que teriam sua imagem usada pelo traficante, só tendo aceitado uma, em que havia a promessa de destinar os fundos para ajudar crianças que, assim como sua filha Ivy, têm síndrome de Down. Desde o nascimento dela, Romário vinha se interessando pelo causa, tendo se tornado um grande ativista.

Famoso por colecionar desafetos no futebol, Romário teve desentendimentos com Pelé, Zico, Zagallo, Vanderlei Luxemburgo, Luiz Felipe Scolari e outros. Chegou a tripudiar também sobre Diego Maradona, em 1999, em entrevista à Trip: “Fiz mais gols e ganhei mais do que ele. No futebol moderno dos últimos 15 anos, Maradona só perde para mim”. Em 2004, foi a vez de Romário disparar contra Casagrande, no programa televisivo de Jorge Kajuru: “Ele nunca foi campeão de p… nenhuma. Quem é ele para falar de mim? (…) Não sabe de nada!”, declarando na mesma entrevista que fizera sexo na concentração brasileira durante a Copa do Mundo de 1994 e expondo seu rancor por quem não o apoiara em 1998. No mesmo ano, Ronaldo, seu ex-parceiro de Seleção Brasileira, também incomodou-se com Romário, após o Baixinho se declarar o melhor jogador que o Brasil já teve depois da geração de Pelé. “É muita pretensão alguém dizer que é o melhor”, disse o Fenômeno.

Já declarou que não havia amizade verdadeira no futebol, já tendo rusgas com outros companheiros de ataque, como Bebeto e Edmundo. Chegou a ter também uma relação distante com outro deles, Hristo Stoichkov, o amigo que lhe apoiara quando Seu Edevair fora sequestrado, pouco antes da Copa do Mundo de 1994, e que havia sido convidado para ser padrinho de Romarinho – não o pôde devido a um compromisso com o Zhelyu Zhelev, presidente da Bulgária, além de sofrer com falta de disponibilidade nos voos para o Brasil, na época da cerimônia. No Flamengo, no Vasco e no Fluminense, Romário se sobrepôs a técnicos.

Mesmo na Europa teve regalias, tendo sua boemia tolerada no PSV Eindhoven e no Barcelona; o Valência foi um caso raro de clube onde ele acabou sendo preterido em favor dos treinadores. Por outro lado, foi justamente este o clube onde ele, ainda em sua melhor forma, menos se destacaria. Jorge Valdano foi o único técnico de Romário no Valência que concordou com um tratamento diferenciado para o Baixinho, mandado embora duas vezes do clube após não entender-se com Luis Aragonés e, posteriormente, Cláudio Ranieri: “Não dá para colocar os jogadores dentro do mesmo molde porque não são todos iguais. (…) Para mim valem os privilégios, mas é fundamental que o grupo seja maduro e possa aceitá-los”. Renato Gaúcho, que o treinou no Fluminense, declarou no mesmo sentido que “Quando cheguei, eles [os privilégios] já existiam. Romário era o carro-chefe, trazia os patrocínios e a torcida, era quem fazia os gols. (…) Os gols dele garantiam o meu emprego e o bicho da rapaziada. Não adianta não dar privilégio para um astro e de repente ele ficar bravo e não render. (…) Só não pode extrapolar”.

Em 2001, chegou a ser satirizado no programa de Chico Anysio, Escolinha do Professor Raimundo, pela paródia Ramório. Em 2009, anunciou sua entrada na política, filiando-se ao PSB., sendo eleito em sexto lugar deputado federal pelo Rio de Janeiro em 2010.

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Maradona

Turbulenta vida pessoal pós-gramados

Um ano após aposentar-se no Boca, foi à Copa do Mundo de 1998 como comentarista. Após a eliminação da Argentina, comandada por Daniel Passarella, manifestou pela primeira vez sua intenção em tornar-se técnico da Albiceleste, ao mesmo tempo em que não perdoava o desafeto: “Para começar vou dizer que quero ser o técnico da Seleção. O que mais bronca me deu é que não jogou a Argentina. Nos disfarçamos de Alemanha e caímos fora do mundial. Nossos jogadores podem dormir tranquilos. Perdemos pelo planejamento tático. (…) Estou quente porque Passarella negou a 35 milhões de argentinos a presença de Caniggia e Redondo”. Passarella não chamara os dois por não concordar com cabelos compridos, e só não fizera o mesmo com Gabriel Batistuta porque este acatara o pensamento do treinador.

No ano seguinte, em que é eleito o atleta argentino do século, Maradona envolveu-se em nova polêmica com filhos fora do casamento: desta vez, a justiça argentina determinou que ele é pai de uma menina de três anos, após sete negativas do ex-jogador em fazer o exame de DNA. No entanto, Maradona faria o exame mais tarde e ficaria provado que ele não era o pai da jovem. Já no caso de Diego Sinagra, filho que Maradona teve enquanto viveu na Itália, o reconhecimento, ainda que tardio, aconteceria. Em 2000, inicia um tratamento contra as drogas em Cuba, após ser internado depois de tomar um coquetel de remédios em Punta del Este, no Uruguai, e quase morrer. Na ilha, se enfurece com fotógrafos locais, agride-os e quebra o vidro de um carro com um soco, rendendo-lhe novo processo.

Esteve próximo da morte novamente em 2000 em setembro, quando destrói sua caminhonete ao chocar-se com um ônibus em Havana, escapando ileso por milagre. Em outubro, é contratado para ser manager do Almagro, mas jamais assume o cargo. Em novembro, tem seu visto negado para entrar no Japão, onde iria assistir seu Boca Juniors enfrentar o Real Madrid no Mundial Interclubes; as autoridades japonesas alegam o vício de Maradona em drogas como justificativa. A redenção pessoal de Dieguito vem em dezembro, quando é eleito o melhor jogador do século pela FIFA por votação na Internet. Porém, ele se retira da festa para não cruzar com o desafeto Pelé, que recebe premiação similar oferecida por votos de jornalistas.

No mês seguinte, em janeiro de 2001, é abordado por agentes do fisco italiano ao chegar ao aeroporto de Roma; Maradona estaria devendo 24 milhões de dólares em impostos. Antes de uma nova viagem à Itália, em novembro, quebra o telefone de um jornalista no aeroporto. Em 2002, volta a ter negada a sua entrada no Japão, onde pretendia assistir a Copa do Mundo de 2002. No mesmo ano, a namorada de infância que tornou-se sua esposa, Claudia Vilafañe, pede a separação. Ele também é condenado a dois anos e meio de prisão pela agressão aos jornalistas com espingarda em 1994, mas não precisou cumprir a pena. Arranja problemas também com a vizinhança de sua nova casa, na qual chega a provocar um incêndio na sauna.

Após encerrar seu tratamento e realizar uma operação de redução de estômago, Maradona passou a realizar com alguma frequência amistosos e exibições de showbol.

Em abril de 2004, fica novamente a ponto de morrer. Passa mal após assistir um Boca Juniors x Nueva Chicago na Bombonera e é internado com problemas cardíacos e infecção pulmonar na Clínica Suíço Argentina, em Buenos Aires, constatando-se overdose de cocaína. Ele fica em coma e chega a respirar com ajuda de aparelhos, reagindo apenas no oitavo dia. Sai dois dias depois sem ter alta dos médicos. Em maio, é novamente internado, chegando a ser recusado por várias instituições médicas da Argentina e do exterior. Chega a ser sedado e amarrado após uma crise de abstinência da cocaína. Seu médico particular declara em ultimato que ele tem a última chance de salvar sua vida. Maradona posteriormente afirmaria que retirou forças para se desintoxicar definitivamente após apelos de sua filha Giannina: “pai, você tem que viver por mim”.

Após cinco meses de internação, obtém autorização judicial para ir à Cuba retomar seu tratamento.

Recuperação

Recuperado, durante o ano de 2005 Maradona foi duas vezes destaque na mídia televisiva: em janeiro, confirmou a acusação de Branco de que, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 1990, o massagista argentino fornecera água com tranquilizante ao lateral brasileiro. Em tom de deboche, Maradona, ciente do que ocorria, falou que oferecera a água também a Valdo e que se desesperou quando o colega Júlio Olarticoechea estava prestes a beber na mesma garrafa.

Depois, Maradona, após perder cinquenta quilos depois de uma cirurgia de redução de estômago em Cartagena, na Colômbia, e chegar aos 75 quilos, tornou-se apresentador de um talk show, “La noche del Diez” (“A noite do Dez”), onde recebeu figuras de todo o mundo, como o próprio desafeto Pelé, Xuxa, Mike Tyson e Fidel Castro. A noite com Pelé foi marcada por um inesperado bom humor e amistosidade entre ambos, que cantaram juntos e terminaram trocando passes de cabeça, emocionando a plateia. Por sinal, foi nos bastidores do programa que sua filha Giannina conheceria pessoalmente Sérgio Agüero, com quem iniciaria um celebrado relacionamento amoroso. No mesmo ano, sua popularidade junto ao Boca faz com que o clube aceite sua indicação para treinar o time: Alfio Basile.

Um ano depois, demonstrou sua recuperação ao mundo ao assistir os jogos da Argentina na Copa do Mundo de 2006, inclusive aparecendo no vestiário para incentivar os jogadores – curiosamente, só não conseguiu fazê-lo na partida da eliminação, contra a Alemanha. Para o seu desgosto, não é chamado para treinar a seleção; para ocupar a função, Júlio Grondona escolhe tirar Basile do Boca.

Em 28 de março de 2007, Maradona sofreu uma recaída e foi internado com uma crise hepática causada por abuso de álcool. Ele afirma que não foi por causa de cocaína, reiterando que não a usa mais desde a crise de 2004; por outro lado, foi tornando-se alcoólatra justamente para substituir a droga em pó. Ainda assim, a internação gerou boatos de um suposto ataque cardíaco que teria causado sua morte, causando alvoroço até no governo argentino: o então presidente Néstor Kirchner chegou a pedir informações sobre o assunto ao seu ministro da saúde. A preocupação justificava-se: 80% dos casos similares ao que tivera resultam na morte do paciente. Um mês antes, o astro já havia sido internado, após sentir mal-estar repentino na casa dos pais.

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Ronaldo

Internazionale e as graves lesões

Foi na Inter que o fenômeno viveu uma de suas piores crises, com a contusão em 2000 contra a Lazio, e de suas melhores glórias com a conquista da Copa do Mundo de 2002.
A Inter não ganhava o Campeonato Italiano havia sete anos e Ronaldo, usando a camisa 10 (o seu característico número 9 pertencia ao chileno Iván Zamorano) não decepcionou o clube: encerrou o ano de 1997 com quatorze gols em dezenove jogos oficiais, e novamente eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA. Ele, agora Il Fenômeno, recebeu também a Bola de Ouro da France Football (a publicação francesa o ignorara no ano anterior em favor do alemão Matthias Sammer).

Na Inter, Ronaldo continuou a fazer seus gols e terminaria o campeonato na vice-artilharia, com 25, dois a menos que o alemão Oliver Bierhoff, mas sendo o estrangeiro que mais gols fez em sua temporada de estreia na Serie A. Entretanto, o título seria polemicamente perdido para a arquirrival Juventus, em um confronto direto em que um pênalti não-marcado de Mark Iuliano sobre ele repercutiu por semanas no país. 1997/98 veria como consolação o título da Copa da UEFA.

A temporada 1998/99 começou com a sua convulsão pouco antes da final da Copa do Mundo de 1998 ainda rendendo comentários. A Inter fez um campeonato ruim e viu o outro rival, o Milan, ganhar o título. Usando finalmente o número 9 (Zamorano ficou com a camisa 1+8), Ronaldo pouco jogaria pelos nerazzurri, por diversos fatores: ora tendinite, ora compromissos com patrocinadores (Brahma, Parmalat, Pirelli e Nike), ora a Seleção Brasileira. 1999/00 seria de menos partidas ainda: em jogo contra o Lecce, estourou o joelho e teria de esperar cinco meses para voltar aos gramados.

Ronaldo voltou em 12 de abril de 2000, uma semana após o nascimento de seu filho Ronald, em jogo válido pelas decisões da Copa da Itália, contra a Lazio. Mal entrou em campo, seu joelho direito cedeu no primeiro drible, saindo do lugar. No dia seguinte, iniciou nova recuperação, desta vez bem mais lenta: oito meses foram inicialmente previstos, que depois resultariam em quinze. 2001 veio e Ronaldo continuou sua volta gradual e cuidadosamente. Voltou a jogar oficialmente em partida da Copa da UEFA, contra o Brasov, da Romênia. Pequenas contraturas e estiramentos, entretanto, impediram-no de jogar normalmente naquele ano.

A temporada 2001/02 prosseguiu com ele sendo utilizado ocasionalmente. A Inter liderava o campeonato e poderia finalmente quebrar o jejum, que se arrastava já havia doze anos. Na última rodada, a adversária seria a mesma Lazio que trazia más recordações ao atacante. Acaso ou não, a Internazionale perdeu por 2 x 4 e a taça parou na rival Juventus. Substituído no decorrer do jogo, Ronaldo chorou para as câmeras.

Tempos de mudança vieram após a surpreendente Copa do Mundo de 2002. Milão recebeu de braços abertos o comandante do pentacampeonato da Seleção Brasileira. Ronaldo, entretanto, começou a forçar a sua saída. A razão seria a permanência do técnico Héctor Cúper, a quem acusava de usá-lo em campo sem condições físicas. Inicialmente, Ronaldo se ofereceu à sua ex-equipe do Barcelona. Em crise, o clube catalão não podia arcar com a multa rescisória.

O rival Real Madrid então veio e, por 35 milhões de euros, o levou em 31 de agosto, quando se esgotava o prazo para as inscrições na temporada 2002/03. Ronaldo deixou a Inter tendo ganho apenas uma Copa da UEFA em cinco anos, com a torcida sentindo enorme ingratidão do brasileiro: para eles, o atacante virou Il Fuggitivo, ainda mais em função de que outra razão para a saída seria a insatisfação do jogador em receber menos que os colegas Christian Vieri e Álvaro Recoba.

Seleção Brasileira

O início

Ronaldo recebeu as primeiras convocações para as seleções de base do Brasil quando ainda estava no São Cristóvão. Foi artilheiro do Campeonato Sul-Americano de juniores na Colômbia, em 1993, sendo o único destaque individual do time que terminou apenas em quarto lugar e fora do Campeonato Mundial de Futebol Sub-17 de 1993. Recebeu a primeira chance na principal em março de 1994, às vésperas da Copa do Mundo naquele ano, em jogo contra a Argentina.

Foi usado também em amistoso contra a Islândia em maio, o último antes da convocação a ser feita pelo técnico Carlos Alberto Parreira. Ronaldo marcou um dos gols na vitória por 3 x 0 e foi incluído pelo treinador entre os 22 convocados, desbancando o experiente Evair. Já nos Estados Unidos, entretanto, não agradou a Parreira nos treinamentos, e foi deixado de lado. Na decisão, muitos já pediam pelo garoto de dezessete anos, o mais jovem daquele mundial, mas Parreira preferiu chamar do banco Viola.

Ainda assim, o jogador, campeão sem jogar, já despertava certezas de seu potencial. Enzo Bearzot, técnico da Itália na vitoriosa Copa do Mundo de 1982, já o chamava de “fenômeno”, e o pensamento geral era de que o garoto triunfaria na Copa seguinte. Um ano depois, Ronaldo conseguiu seu primeiro troféu com a Seleção principal, em um torneio amistoso organizado pela Umbro entre as Seleções cujos uniformes eram feitos pela empresa britânica. Ele marcou um dos gols no 3 x 1 contra a Inglaterra, em pleno Wembley, na decisão. Em 1995, ainda sem espaço, integrou o grupo que disputou e perdeu a Copa América daquele ano, para o anfitrião Uruguai.

Já como seu lugar Seleção, retornou com a delegação brasileira aos Estados Unidos, agora para participar das Olimpíadas de 1996. Devido à recuperação da lesão que lhe tirara lugar no PSV, Ronaldo foi poupado da partida inaugural, com o técnico Zagallo escalando Sávio em seu lugar. Como o Brasil vergonhosamente perdeu para o Japão, foi escalado como titular já no segundo jogo. Nos Jogos de Atlanta, Ronaldo marcaria cinco gols e seria um dos poucos poupados quando o Brasil caiu nas semifinais perante a Nigéria, restando um bronze decepcionante.

Como a grande estrela

Um ano depois, agora uma estrela mundial, vindo de grande temporada no Barcelona, Ronaldo jogou a Copa América de 1997 e voltou campeão, com cinco gols marcados, jogando contra a anfitriã, a Bolívia, na altitude de La Paz (em que ele marcou uma vez na vitória de 3 x 1). Pouco depois, participou ativamente do primeiro título do Brasil na Copa das Confederações de 1997. Todavia, tinha de conviver em meio à conquista com um séquito de jornalistas à caça de sua imagem, tirando-lhe bastante espaço, tranquilidade e calma. Um ano depois, sendo o principal personagem e referência da seleção – ainda mais após o corte de Romário -, jogou pela primeira vez uma Copa do Mundo.

O mundial da França prometia ser a sua consagração. Ronaldo, que foi ao torneio como duas vezes o melhor jogador do mundo pela FIFA, marcou cinco vezes: um contra o Marrocos (3 x 0), na primeira fase; dois contra o Chile (4 x 1), nas oitavas; um contra a Dinamarca (3 x 2), nas quartas; e um contra os Países Baixos (1 x 1), nas semifinais, tendo ainda acertado a sua cobrança na decisão por pênaltis nesta partida. Tudo isso a despeito de sofrer com lesões na perna (que ele tratava com analgésicos), agravadas na partida contra o Marrocos; na Copa de 1998, Ronaldo deu arranques curtos seguidos por períodos de quase apatia em campo. A mídia também não ajudava: durante o torneio, mais de mil jornalistas andavam atrás do astro, bem como os patrocinadores.

Horas antes da decisão, contra a anfitriã França, Ronaldo foi abatido por uma misteriosa convulsão, diagnosticada desde como estresse até como ataque epilético. Deixou o hospital onde foi levado apenas 75 minutos antes da partida. Vendo que seu principal jogador não tinha condições de jogo, Zagallo optou por escalar Edmundo em seu lugar, mas o próprio Ronaldo apareceu, a 40 minutos do início da partida, declarando-se apto, o que dividiu o grupo entre aqueles que defendiam não mais alterações na escalação, já divulgada, como aqueles que queriam a inclusão do Fenômeno entre os finalistas titulares.

Ronaldo mal andou em campo, apenas observando os franceses ganharem por 3 x 0 e levarem pela primeira vez a Copa. O assunto continuou a render por muito tempo, sendo abordado até quando Ronaldo foi chamado a comparecer em uma CPMI, em 2001. Uma provável causa foi os altos níveis de estresse decorrentes da pressão exercida pela imprensa, patrocinadores e da torcida brasileira, que esperava muito dele.

Como na Copa de 1998, na Copa América de 1997 e nas Olimpíadas de 1996, marcou outros cinco gols na Copa América de 1999, dois deles contra os rivais Argentina (2 x 1, quartas de final) e Uruguai (3 x 0, decisão). Afastado dos jogos da Internazionale devido ao joelho estourado, acabou não chamado para a Copa das Confederações de 1999, em que o Brasil perdeu o título para o México. Seguidas lesões no joelho, a mais grave em 2000, foram lhe afastando também da Seleção.

Ronaldo Os 10 maiores jogadores de todos os tempos   Esporte na Rede

Lothar Matthaus

Seleção Alemã

Matthäus estreou pela equipe principal da então Alemanha Ocidental na Eurocopa 1980. Seu debute foi bastante desastrado: a Mannschaft vencia os Países Baixos por 3 x 0 e, em seu primeiro lance, Matthäus cometeu um pênalti. Os neerlandeses converteram e se animaram, chegando a diminuir para 3 x 2. O jovem meia reconheceu sua má partida: “Não acertei nada e, se perdêssemos o título, não sei o que seria da minha carreira”.Em função da estreia vergonhosa, acabou vendo do banco seu país ser campeão daquela Euro.

Sua regularidade no Borussia Mönchengladbach, no entanto, o manteve na Seleção Alemã Ocidental. Mas continuaria a ser um discreto reserva por um tempo: no elenco vice-campeão da Copa do Mundo de 1982, pouco entrou em campo e também não jogou a final. Quatro anos depois, a história era outra: líder e vitorioso no Bayern Munique, já era um dos principais nomes do time na Copa do Mundo de 1986. Nas oitavas de final, marcou o único gol da partida contra o Marrocos a três minutos do fim. Teve também frieza para converter sua cobrança na decisão por pênaltis contra o anfitrião México, nas quartas.

Os alemães ainda passaram pela rival França nas semifinais e, na decisão, conseguiram buscar o empate a dez minutos do fim após derrota parcial por 0 x 2 para a Argentina. Os sul-americanos, porém, conseguiram marcar seu terceiro gol três minutos depois do empate e Matthäus e a Alemanha Ocidental novamente amargou um vice-campeonato.

Dois anos depois, nova decepção: após uma temporada sem títulos no Bayern, Matthäus participou da Eurocopa 1988, sediada na Alemanha Ocidental. Todavia, os anfitriões foram eliminados nas semifinais para os Países Baixos, de virada, em partida em que ele marcou de pênalti o gol alemão. O troco viria depois de outros dois anos, na Copa do Mundo de 1990: os dois países se enfrentaram nas oitavas e na ocasião, os 2 x 1 foram em favor dos alemães.

Matthäus marca de pênalti pela Alemanha contra a Bulgária nas quartas de final da Copa do Mundo de 1994, abrindo o placar. No entanto, os búlgaros virariam a partida e eliminariam os detentores do título.
Na Copa da Itália, Matthäus, ídolo da Internazionale, sentia-se em casa. Já havia marcado três vezes na primeira fase (dois contra a Iugoslávia e outro contra os Emirados Árabes) e sua frieza e eficiência característica foram determinantes no caminho à final: nas quartas, acertou a cobrança de pênalti que resultou no único gol da partida contra a Tchecoslováquia; nas semifinais, cobrou e acertou nova penalidade, na decisão por pênaltis contra a rival Inglaterra.

Na decisão, os alemães puderam vingar-se de outra seleção, a Argentina, que lhes venceram quatro anos antes no México. Andreas Brehme marcou de pênalti no final da partida, e Matthäus, como capitão, ergueu a Copa, marcando o tricampeonato da Alemanha Ocidental. As comemorações foram maiores pois combinaram-se com o festejado processo de reunificação do país, concluído meses depois do torneio. O título lhe valeu, entre outras premiações individuais, a Bola de Ouro da France Football como melhor jogador europeu naquele ano.

Na primeira competição em que a Alemanha atuou reunificada, a Eurocopa 1992, porém, Matthäus não pôde estar presente, em função da lesão no joelho. Sem ele, o país perdeu a final para a surpreendente Dinamarca. Vencendo o descrédito causado por suas lesões, conseguiu seu lugar entre os convocados para a Copa do Mundo de 1994, sua quarta Copa. O país realizava boa campanha e todos davam como certa a presença na semifinal, quando viu-se que enfrentariam a bem menos badalada Bulgária nas quartas. Matthäus, de pênalti, pôs os germânicos na frente, mas os búlgaros conseguiriam, surpreendentemente, a virada.

As cirurgias posteriores acabaram afastando-lhe da Seleção Alemã. Matthäus perdeu a Eurocopa 1996.Beneficiado de certa forma pela lesão que aposentou o líbero titular e outro desafeto, Matthias Sammer (pela dura concorrência na posição na Mannschaft),e com exibições regulares no Bayern, Matthäus foi chamado para a sua quinta Copa, igualando Antonio Carbajal. Usando uma envelhecida base da Copa de 1990 pouco fortalecida pelos jogadores mais novos, os alemães não foram tão imponentes na Copa do Mundo de 1998, embora tivessem chegado às quartas de final com favoritismo sobre a estreante Croácia. A Alemanha decepcionou e perdeu por 3×0.

Matthäus foi um dos poucos a se salvarem, demonstrando modéstia ao ser indagado se não era talentoso demais para estar em um time mais fraco: “Nunca fui um artista da bola ou jogador genial, apenas um obcecado pela eficiência”.Jogou pela Alemanha até 2000, participando de outros resultados negativos: eliminações nas primeiras fases da Copa das Confederações de 1999 e na Eurocopa 2000.

Como treinador

Após encerrar a carreira de jogador, iniciou a de treinador de futebol, ainda sem grandes sucessos. A primeira experiência, iniciada já em 2001, foi na equipe austríaca do Rapid Viena. O clube estava em uma de suas piores fases e, com Matthäus no comando, terminou a temporada 2001/02 da Bundesliga austríaca, que reúne apenas dez clubes, na oitava colocação. O ex-jogador saíra ainda antes do fim da temporada, após oito meses de maus resultados.

Em seguida, assinou com o clube iugoslavo do Partizan. Ali, saiu-se bem: na temporada 2002/03, faturou o campeonato servo montenegrino e conheceria a nativa Marijana Kostic, que se tornaria sua terceira esposa. Empolgada, a Seleção Húngara o contratou. Porém, os insucessos voltaram: os magiares não conseguiram classificar-se para a Copa do Mundo de 2006, ficando atrás das classificadas Croácia e Suécia e também da Bulgária.

Nesse tempo, Rudi Völler deixou o comando da Seleção Alemã, onde fora colega de Matthäus, após a Eurocopa 2004. O ex-líbero fez grande pressão para substituir Völler, mas para o seu desgosto, a Federação Alemã escolheu para o lugar seu desafeto Klinsmann. Matthäus não digeriria bem, e suas críticas com alguma inveja aos resultados de Klisnmann manchariam sua imagem na Alemanha, onde não conseguira acertar com nenhum clube: o Bayer Leverkusen e nem mesmo os decadentes Nuremberg, Colônia, Eintracht Frankfurt e Borussia Mönchengladbach, onde seu nome foi relacionado em boatos, lhe quiseram.

O Leverkusen, como para espantar um fantasma, logo tratou de desmentir o boato. Torcedores do Nuremberg ameaçaram boicotar o clube e cancelar suas assinaturas de sócios se Matthäus viesse. A rejeição partiu até de equipe onde ele não fora cogitado, como o Schalke 04: o então treinador Rudi Assauer, quando falou-se em Matthäus treinando a Alemanha, declarou contundentemente que “se ele assumir a seleção, vou colocar nosso time para jogar na liga neerlandesa”. Depois de não se dar bem na Hungria, onde sua agonia o fez chegar a ponto de conversar com clubes intermediários da Escócia, e no país natal, Matthäus veio, para surpresa geral, parar no Brasil, onde seu prestígio era intacto.

Foi trazido ao Brasil pela empresa que administra sua carreira, a inglesa Stellar Group, para conhecer o escritório que ela abrira em São Paulo. No país, manifestou desejo de conhecer a estrutura de alguns clubes. Foi levado para Curitiba, onde visitou o centro de treinamento e o estádio do Atlético Paranaense. Em jantar com a diretoria do clube, foi convidado para treiná-lo pelo diretor de marketing, Mauro Holzmann, e Márcio Bittencourt, representante da Stellar, acenou com a possibilidade em meio aos risos. Matthäus então fechou com o Furacão por três milhões de reais, a serem pagos pela Stellar e pelo clube.

A contratação logo gerou ganhos em marketing para o Atlético, com exposição que fez o clube ocupar nos jornais brasileiros um espaço que raramente desfrutava e que, internacionalmente, com o time ganhando manchetes em publicações como a alemã Kicker, a italiana La Gazzetta dello Sport e a espanhola Marca,, dentre outros, teria gerado dez milhões de reais. A torcida logo se empolgou, recebendo o novo treinador com bandeiras alemães no estádio; o clube também se mobilizou para atendê-lo, deflagrando uma operação para que ele se sentisse em casa: uma matrícula na Escola Internacional de Curitiba (que só aceita matrículas de alemães e descendentes) para a enteada, o oferecimento de um apartamento (recusado) em condomínio onde moravam alemães trabalhadores da Volkswagen, Audi e Siemens e dois carro Audi para ele e a esposa, com motorista à disposição, além de um óbvio intérprete para se comunicar com os jogadores, foram algumas das medidas tomadas.

Aceitou treinar o clube antes mesmo de negociar as bases salariais, vibrando em entrevistas de que estava no “país pentacampeão do mundo”. Não demorou, contudo, a envolver-se em encrencas. A primeira foi em Foz do Iguaçu, onde foi obter visto de trabalho. Seu intérprete lhe pediu para esticar a viagem à Cidad del Este, onde queria fazer compras, o que estressou Matthäus. Por pedido de seu novo técnico, o Atlético demitiu o tradutor, que acionou o clube na Justiça do Trabalho. Desentendeu-se também com jornalistas, sendo inclusive agredido por um. Para completar, em um empate em 1 x 1 com o J. Malucelli, teve seus xingamentos em inglês ao bandeirinha compreendidos por este, que os registrou na súmula da partida. Matthäus foi julgado e suspenso por 30 dias, mas obteve efeito suspensivo.

No dia 6 de março, teve uma reunião dura com Márcio Bittencourt e o presidente atleticano, Mário Celso Petraglia. Para o alemão, seu salário estava atrasado. Para o clube, os primeiros trinta dias de trabalho ainda não haviam sido completados. No dia seguinte, largou o treino da manhã no CT do Atlético e viajou para São Paulo, onde fez voo de conexão para Frankfurt am Main. Deixou o Brasil, curiosamente, invicto, com seis vitórias e dois empates.

Matthäus declarou que estava deprimido com a saudade da mulher, Marijana, e dos filhos, que permaneceram na Hungria: “São milhares de quilômetros até Budapeste e umas 24 horas de avião. É muito cansativo. Não dá para fazer regularmente”. Há versões de que a própria esposa o teria pressionado, após rumores de que Matthäus teria se envolvido com uma jornalista curitibana. Outro motivo para sua saída repentina teria sido a má situação do desafeto Klinsmann como treinador da Alemanha, ainda meses antes da Copa do Mundo de 2006. Matthäus estaria de olho no cargo de seu ex-colega, nem que fosse após a Copa.

Após o torneio, em que Klinsmann saiu-se bem, acabou acertando uma volta à Áustria, agora para treinar o Red Bull Salzburg ao lado do italiano Giovanni Trapattoni. O Red Bull saiu-se bem na Bundes austríaca, terminando com 75 pontos, quase vinte à frente do segundo colocado. Sua próxima equipe foi a israelense Maccabi Netanya, onde foi bem recebido e trouxe empolgação à torcida, que não via o clube ser campeão nacional há 25 anos. Todavia, o time terminou em quarto e Matthäus desligou-se do clube ao final da temporada 2008/09.

Recentemente, foi anunciado como novo treinador da equipe argentina do Racing, mas acabou recusando a oferta através de uma de mensagem de texto. Em agosto de 2010, esteve perto de assumir a Seleção Camaronesa. Todavia, acabou preterido em razão de um escândalo extraconjugal de Kristina Liliana Chudinova, sua quarta esposa.
Um mês após o escândalo, foi contratado para treinar a Bulgária, sua segunda seleção do Leste Europeu.

Lothar Matthaus Os 10 maiores jogadores de todos os tempos   Esporte na Rede

Os 10 maiores jogadores de todos os tempos

  • 1º Ronaldo
  • 2º Pelé
  • 3º Maradona
  • 4º Cruyff
  • 5º Zidane
  • 6º Romário
  • 7º Zico
  • 8º Lothar Matthäus
  • 9º Gerd Müller
  • 10º Franz Beckenbauer

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313 Comments

  1. jorge novembro 15, 2012 8:55 am  Responder

    esta relaçao de jogadores esta certa,porque ronaldo foi duas vezes campeao do mundo 94 e 2002 vice em 98, maior artilheiro das copas(superando o pelé ),apesar que faltou ai o hungaro puskas, o moçambicano eusebio, garrincha (que foi maior que pelé),e os craques mineiros tostao e reinaldo lima.

    • sergio dezembro 13, 2012 3:17 pm  Responder

      Pelé não era nem para entrar nessa lista, pelo simples motivo que Pelé está algums anos luz a frente de todos! não da pra comparar!!!

  2. jorge novembro 15, 2012 9:00 am  Responder

    essa relaçao de jogadores esta certa porque ronaldo foi bicampeao mundial 94 e 2002,vice em 98(maior artilheiro das copas,maior que pelé), so faltou alguns jogadores como o hungaro puskas, o moçambicano eusebio,garrincha (foi melhor que pelé) e os mineiros tostao e reinaldo lima.

    • Thiago março 17, 2013 12:04 am  Responder

      sem duvida garrincha foi melhor que pele

  3. eduardo novembro 15, 2012 9:11 am  Responder

    Ronaldinho de fora kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    • Gustavo janeiro 14, 2013 10:52 pm  Responder

      Bobby Charlton ,Eusébio ,Garrincha e Socrátes .

      • sergio fevereiro 6, 2013 8:26 pm  Responder

        gostaria de frisar que não colocaram na lista o nome de um genio,chamado garrincha,ja se fazem 30 anos de sua morte, e o mundo nunca mais fabricou um talento espetacular como ele
        que para mim foi, é e sempre será o mais fantastico jogador que desfilou no planeta terra.

  4. josemar dalvino novembro 18, 2012 11:27 am  Responder

    o melhor ficou de fora ronaldinho gaucho o maior genio da historia

    • alexandre abril 2, 2013 10:37 pm  Responder

      o melhor de todos os tempos foi ronaldinho gaucho

  5. Alexandre novembro 20, 2012 5:39 pm  Responder

    para mim o melhor e o zidane; ele tinha um raro dominio de bola habilidoso ; dava dribles so quando era necessario

  6. jose lucas novembro 21, 2012 7:24 am  Responder

    esses caras são muitoooooo lokos de falar que ronaldinho ta entre os 10 melhores então nunca vira jogadores historico ibra niguém lenbra ja e mto melhor q ronaldinho .ronaldinho não ta new entre os 100 mrlhores de todos os tempos

    • will garcia março 4, 2013 5:01 pm  Responder

      meu deus como q um cara fala q ronaldinho o fenomeno não tem q estar nem entre os 100. Esse cara será q entende de alguma coisa

  7. clesio novembro 29, 2012 7:22 pm  Responder

    Ainda falta o ronaldinho gaucho…o genio do futebol

  8. Cristofer Alan Farias novembro 29, 2012 8:07 pm  Responder

    Concordo com a lista só discordo de uma coisa,Ronaldo estar na
    frente de Pelé sou um grande fã do Ronaldo mais ninguém é melhor do que Pelé.

  9. anderson dezembro 4, 2012 4:04 pm  Responder

    o ronaldinho foi o jogador que mais bonito jogou, ele sim foi
    o genio da bola. nunca vie em outro jogador a magio que ele
    apresentava em campo quem viu jamais vai esquecer obrigado
    ronaldinho gaucho engual a voçê nunca vai existe pra sempre
    R10genio,espetacular,maestro,inteligente.

  10. leandro porto dezembro 6, 2012 9:00 pm  Responder

    Só tem noob nesse site…. mando minha lista aqui
    1-Pelé/2- maradona/3-Cruiyff/4-Eusébio/5-beckenbauer/6-Alfredo di Stéfano/7-Puskas/8-zico/9-Platini/10-Zidane/11-Garrincha/
    12-Ronaldo/13-Rivelino/14-Van basten/15-Gullit/16-Bobby charlton/17-Batistuta/18-Passarela/19-Ibrahimovic/20-Fontaine
    Acho que minha lista não é das melhores, mas são muitos craques ao longo da história do futebol, muitos ficaram de fora da lista e a ordem nao é tão coerente.

  11. Heleno dezembro 9, 2012 10:42 am  Responder

    Deixar Garrincha de fora e colocar Ronaldo e Romário parece piada de estrangeiro. Mas não é…
    Considerado pelos especialistas do mundo todo e também pela FIFA um dos mais habilidosos jogadores da História, o maior driblador e o maior ponta-direita, segundo maior jogador brasileiro do século XX, só atrás de Pelé, Garrincha nunca poderia ficar de fora dessa lista.
    Em termos de títulos, pelo Botafogo foi tricampeão Carioca, bicampeão do Torneio RioxSP, Campeão do Torneio de Paris, dentre vários outros títulos.
    Pela Seleção Brasileira, foi Bicampeão Mundial, sendo considerado em todo mundo o MAIOR responsável pelo título mundial de 62, em que o Brasil jogou sem Pelé.
    Incrível como só no Brasil Garrincha é esquecido.

  12. joao helder gonga luanba dezembro 10, 2012 4:33 am  Responder

    alista esta bem feita

  13. Rogerio Marcos dezembro 18, 2012 10:55 am  Responder

    Alguem se lembra que Um cara chamado Stoichkov fez uma apoasta com o Romario em 94 quem seria o artilheiro e ganhou

    Sera quem foi melhor falo pelos que vi jogar porra O Zidane se o cara tentasse quebrar ele passava vergonha era humilhado ja Ronaldinho gaucho tirando um gol que nao valia nada contra a venezuela e um gol contra a Inglaterra nao fez mas nada pela seleçao

  14. Joilson dezembro 25, 2012 9:50 pm  Responder

    Ridículo – Em qualquer lista, Maradona é o segundo colocado. Só o Messi pode superá-lo…!!!!

  15. KINHUS janeiro 1, 2013 6:54 pm  Responder

    pelé é sem duvida o melhor de todos os tempos e nao ronaldo k nem devia estar na lista

  16. KINHUS janeiro 1, 2013 6:55 pm  Responder

    Pelé é o melhor de todos os tempos ronaldo nem devia estar na lista

  17. eduardo janeiro 2, 2013 8:20 am  Responder

    a lista é bem “incompleta”..
    existiram 3 geniso do futebol mundial- PELE, MARADONA e GARRINCHA, e tem um quarto vindo por ai..MESSI
    faltou varios jogadores …cade o Nilton Santos? cade o Reinaldo que jogava mais que Romario? cade o Elias Figueroa(para mim o maior defensor que ja vi jogar) cade Puskas? cade Di Stefano? voces apenas observam um momento do futebol..mas esqueçem o todo..

  18. Anônimo janeiro 2, 2013 2:56 pm  Responder

    foi ronaldo por ele ser simpis no campo i vor do campo ok!

  19. Kleverton janeiro 3, 2013 2:10 pm  Responder

    Se tirar o Romário que demorou mais de 40 anos pra dizer que fez 1000 gols contando categoria de base e gol na fralda e colocar o Platini que foi 3 vezes melhor do mundo e tirar o Matthaus que foi um ótimo jogador por um melhor o Garrincha e a lista ficaria assim:

    Pelé
    Maradona
    Cruyff
    Beckenbauer
    Ronaldo
    Zico
    Zidane
    Gerd Muller
    Platini
    Garrincha

  20. Marcos janeiro 6, 2013 11:32 am  Responder

    Tá faltando mto jogador aí…

  21. Marcos janeiro 6, 2013 11:38 am  Responder

    Tá faltando mto jogador q fez história nessa lista!

  22. Marcos janeiro 6, 2013 11:48 am  Responder

    Esse povo ta zuando colocar o pelé em segundo!

  23. Anônimo janeiro 10, 2013 4:37 pm  Responder

    Sem dúvida Ronaldo FENOMENO em Primeiro

  24. rayan da silva bezerra janeiro 11, 2013 11:07 am  Responder

    pra mim o melhor de todos aindsa esta hogando. sem dúvidas nenhuma eu tou falando de lionel andres messi

  25. rayan da silva bezerra janeiro 11, 2013 11:09 am  Responder

    o melhor e o lionel andres messi

  26. Edison janeiro 11, 2013 5:02 pm  Responder

    ronaldo fenomeno o maior de todos os tempos

  27. JARIO janeiro 15, 2013 4:00 pm  Responder

    ZICO,MESSI,PELE E DEPOIS JUNIOR MANO

  28. sergio alves janeiro 15, 2013 10:13 pm  Responder

    “Cês” tão de brincadeira. Cadê o Messi??

    Na minha lista estão:
    1- Pelé (Brasil)
    2- Maradona ( Argentina)
    3 – Messi (Argentina)
    4 – Kroiff (Holanda)
    5 – Zico ( Brasil)
    6 – Zidane (frança)
    7 – Backbauer (alemanha)
    8 – Rivelino ( Brasil)
    9 – Ronaldinho Gaúcho (Brasil)
    10 – BerKamp ( Holanda)

    • leite janeiro 25, 2013 12:55 pm  Responder

      pra começar ronaldo “O GORDO ” nunca foi melhor que romario,e tem mais o messi ja superou todos eles ou vcs não conhecem futebol ou estão falando de outro esporte cambada de retardados

    • elias abril 11, 2013 8:19 pm  Responder

      faltou uma pessoa nessa lista que com certeza deveria está nesta lista:garrinha

      a minha lista é essa:

      1-pelé
      2-garrincha
      3-zico
      4-cruiff
      5-rivelino
      6-maradona
      7-ronaldo
      8-zidane
      9-rudd gullit
      10-falcão(seleção de 1982)

  29. hellen fevereiro 19, 2013 3:13 pm  Responder

    a lista ate que ta legal, ms ainda axo que ta faltando jogador ai… Ronaldo fenomeno em primeiro muitoooo booommm!!

  30. fernandes fevereiro 27, 2013 9:55 am  Responder

    So faltou o Ataliba nessa lista ai

  31. Vitor março 2, 2013 5:51 pm  Responder

    Ah lista até que tá legal mano !!!Mas eu inverteria o Pelé em Primeiro e Ronaldo para segundo e no lugar de Lothar Matthäus eu colocaria Ronaldinho Gaucho Ou Socratres.
    Que mané messi o messi jogou com quem disputou melhor jogador do mundo com quem ?? Com C.Ronaldo,Iniesta kkkkk.

  32. juarez g fretta março 7, 2013 2:21 am  Responder

    romario maior artilheiro dentro da area genio po 20 anos ganhou tudo…tem personalidade batia no peito e decidia, ronaldo sem vergonha copa de 98 vendido…romario foi professor dele…..pele jogou quando a bola era quadrada ainda, zidane, messi hagi, stostckov,ate o rai, rivaldo,e muitos outros….jogaram muito….valeu, nunca se compara romario com ronaldo;;;;;

  33. GENIVAL SALVINO DE MEDEIROS março 10, 2013 9:26 pm  Responder

    PARA MIM, FALTARAM NOMES CMO, PUSKAS – NILTOM SANTOS = GARRINCHA-DI STEFANO -BOB CHARLTON – EUZEBIO -HIASHIM-.NÃO SE PODE ENTRETANTO COMPARAR PELE COM TODOS OS CITADOS.PELE GARRINCHA NILTON SANTOS E EUZEBIO,ESTÃO AO MENOS 100 ANOS A FRENTE DOS DEMAIS,SEGUIDOS DE LONJE PELO MARADONA E MESSI.
    I

  34. Fary Rosário março 14, 2013 9:02 am  Responder

    Obrigado pela oportunidade,
    Antes de mais gostaria de agradecer pelo árduo trabalho que devem ter tido para esta possível e oportuna eleição.
    A minha questão, é que nesta lista encontra-se em falta pelo menos um jogador africano, porque afinal de contas tivemos e temos grandes estrelas oriundos de África que contribuirão e muito para o bom futebol.
    Obrigado.

  35. Thiago março 17, 2013 12:03 am  Responder

    Onde esta garrincha nessa lista? ai ele so não jogou mais do que pele tinha que estar pelo menos em segundo

  36. Anônimo março 19, 2013 9:23 pm  Responder

    esse site erou feio cade messi

  37. jader ribeiro março 30, 2013 2:07 am  Responder

    porra o ronaldo e um fenomeno jogou de mais feis gols la fora nao aqui nesses times de vargens e deu muitas alegrias para o nosso povo brasileiro acho que esta serta esta lista sim ele ele merece o nosso respeito por tudo que feis pelo nosso pais parabens fenomeno

  38. Anônimo abril 2, 2013 8:34 pm  Responder

    Messi é o melhor de todos e fim de conversa

  39. alexandre abril 2, 2013 10:41 pm  Responder

    que eu vi jogar o melhor foi ronaldinho gaucho

  40. jader ribeiro abril 5, 2013 11:05 pm  Responder

    fenomeno e o mellhor

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